Em breve teremos várias novidades aqui no portal: layout reformulado, conteúdo reestruturado... aguardem!

Dentro da lógica de tendências socioculturais, um conceito deixa de ser tendência quando ele é assimilado pelas práticas que se desdobram no cotidiano social. Isso vai desde hábitos simples de cada um, até complexos processos de extração, produção, distribuição, etc. Devido a isso é que  podemos considerar a sustentabilidade ainda como uma tendência.

Faz tempo que ouvimos falar sobre sustentabilidade, certo? Em termos de design, por exemplo, esse conceito já vem permeando práticas e reflexões a algumas décadas. Entretanto, a sustentabilidade começou a ser pauta de uma discussão mais ampla recentemente. Isso porque existe uma preocupação real com o esgotamento de recursos naturais, fator que atinge a todos. Mas, a sustentabilidade não diz respeito só a utilização consciente de recursos naturiais. Trata-se de um conjunto de práticas que visam modificar processos, tanto de pequenas, quanto de grandes indústrias. Para que isso aconteça, agentes de transformação e organizações precisam estabelecer uma relação fluída, que irá desencadear uma série de ações. Já existem relacionamentos que desdobraram ações muito interessantes. É o caso do projeto Water Traces, desenvolvido a cerca de três anos pelo Intituto E em parceria com o IMELS (Italian ministry for the enviroment, land and sea). O mote do projeto foi identificar a quantidade de água envolvida nos processos de cultivo, extração e beneficiamento de matérias primas, bem como, nos processos de fabricação de quatro produtos da marca Osklen: t shirt, calça jeans, sapatênis e mochila. O vídeo abaixo apresenta alguns resultados da iniciativa.

 

 

 

Porém, isso ainda não é uma realidade, principalmente quando se tratam de grandes organizações. Esses aspectos contribuem para que a sustentabilidade continue sendo uma tendência em termos sociais e culturais, o que não é exatamento positivo. Iniciativas como a Water Traces demandam tempo e recursos - humanos e econômicos - que muitos empresas não possuem. Mas, há maneiras mais simples de incorporar a sustentabilidade no cotidiano de produção industrial, contribuindo para que esse conceito deixe de ser tendência. Esse é um dos fatores que irá pautar mais um bate papo do projeto Barbante Pandorga no Insituto Ling, na próxima quarta feira. Fernando Mascaro, consultor em design para sustentabilidade, e Adriana Tubino, sócia criadora da marca Vuelo, irão apresentar exemplos de como isso é possível. Eduardo Motta e eu - Paula Visoná - iremos mediar o bate papo, repetindo a parceria que já rendeu frutos nas outras edições. 

 

sustentabilidade

 

Quer saber como se inscrever para o bate papo? Então, clice no link abaixo.

http://bit.ly/barbante-sustentabilidade

Vale lembrar: as vagas são limitadas!