Em breve teremos várias novidades aqui no portal: layout reformulado, conteúdo reestruturado... aguardem!

O debate sobre novas maneiras de locomoção nos centro urbanos, sejam individuais ou coletivas, está intimamente ligado a macro tendência Mobilidade. Seria o planejamento antecipado, que permitisse uma organização estrutural de atendimento a todas as demandas de melhor movimentação urbana, a melhor maneira de abordar essa tendência nas grandes cidades? Pensamos que não... Só quem entende de fato de modais de mobilidade são as pessoa que vivem o cotidiano dos centros urbanos. Então, como planejar as necessidades de um centro urbano sem vivenciá-las?

A cidade deve nascer da organicidade possível do dia-a-dia, e aí que encontra-se a tão pautada mobilidade urbana. Como propor soluções inteligentes aos moradores de uma região senão entrar em contato com a rotina deles? Pensando assim, pode-se refletir sobre o especialista em centros urbanos Rudolf Giffinger que defende o desenvolvimento policentral das cidades, a partir da co-criação de seus cidadãos. Mas que ligação isso poderia ter com a mobilidade urbana? Pois bem, uma cidade inteligente nasce da compreensão do comportamento de seus moradores e deve ser de fácil acesso a eles. Ou seja, a partir do momento em que se olha para a cultura da cidade é possível elaborar um sistema de transporte multifacetado, eficiente, inteligente e sustentável, e principalmente, que faça sentido aos moradores locais.


É necessário estabelecer um núcleo de mobilidade urbana com significado para cada cidade, orientada para o consumidor e focada na sustentabilidade, para que não seja necessário a reestruturação completa posteriormente.
Infelizmente, o que vemos hoje é a saturação de um sistema de vias públicas, focado em caixas poluentes que se propõe ao deslocamento individual. Até quando?


Algumas cidades que já ficam de inspiração:


- Londres, Inglaterra: A empresa Foster+Partners projetou 220km de ciclovias sobre o caminho das linhas de trem suburbanas. A ideia ainda está em processo de apresentação a investidores – alguém discorda de que a ideia deveria ser implementada?

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- Paris, França: Em 2014, Paris iniciou o sistema de rodízio de veículos em função dos níveis de poluição. Até 2020, a cidade planeja dobrar o número de ciclovias e banir carros a diesel.

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- Chengdu Tianfu District Great City, China: A cidade sem carros foi planejada para que permita os deslocamentos de qualquer ponto a outro em no máximo 15 minutos a pé. 

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 - Berlim, Alemanha: a cidade superou em número a quantidade de bicicletas x carros. De um extremo da cidade ao outro, leva-se no máximo 1 hora.

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