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Por Paula Visoná

Os fatores que contribuíram para a emergência da Mobilidade, enquanto macro tendência, acabaram por promover transformações no modo como as pessoas se relacionam com a ideia. Seja nas maneiras de trabalhar, consumir, ou, de expressar-se. Nesse cenário, a bicicleta emerge como símbolo de agregação intersubjetiva, capaz de traduzir o almejado aspecto cool nas escolhas cotidianas de indivíduos que vivem em grandes centros urbanos.


Le Fashion Truck MIchael Lemmon
A Mobilidade ganhou forma enquanto macro tendência social a alguns anos. Ao alinhar motivações, desejos e necessidades em ampla escala – e em vários locais do mundo – essa ideia passou a gerar novos hábitos, muitos incorporados, hoje, como costumes. Esse movimento impactou, e ainda impacta, o dia a dia de vários indivíduos pelo mundo, sejam eles intimamente relacionados a isso, ou não. As ramificações dessa ideia de transformação sociocultural são de ordens diversas. Tanto existe o ramo que se interrelaciona com as grandes migrações contemporâneas, algo que vem modificando não só o cenário urbano, mas, também politico, visto que – estima-se – até 2050 cerca de 70% da população mundial estará habitando centros urbanos; como o ramo relacionado ao impacto das tecnologias nos hábitos que permieam relações sociais e, também, o trabalho, por exemplo. Sobre esses tópicos ainda na década de 90 encontramos indícios de movimentação em torno da ideia da mobilidade, algo configurado e conceitualizado pelo antropólogo Marc Augè ao falar do Não Lugar. Essa relação de impermanência e fluidez, aspectos contidos na construção da teoria do Não Lugar, delinearam fatores da cultura dos Food Trucks e dos  Fashion Trucks, verdadeiros fenômenos da cultura urbana contemporânea. 

Os fatores que contribuíram para a emergência da Mobilidade, enquanto macro tendência, acabaram por promover transformações nas maneiras como as pessoas se relacionam com a ideia. Seja na forma de trabalhar – hoje é possível desenvolver atividades sem ter um posto/escritório fixo – seja na maneira de pensar a locomoção, tanto individual, como coletiva. 

 Nesse  sentido, várias alternativas  passaram a ser materializadas, principalmente, na última década. O ponto de contato entre elas é a ruptura dos paradigmas de mobilidade já sedimentados, principalmente no que diz respeito ao ambiente urbano. Essas alternativas tanto exploram veículos menores e menos agressivos – em vários aspectos – como a retomada de maneiras de mobilidade individual que otimizem o tempo, e também contribuam para garantir o bem estar e a qualidade de vida das pessoas. É o caso da bicicleta.

Buenos Aires 2013Símbolo da mobilidade urbana de uma geração qua valoriza o aspecto cool em todas as atitudes elegíveis do cotidiano, a bicicleta se trasformou, também, em um importante mote para a geração de novas alternativas de negócios. 

 Desde a utilização como veículo de entregas, até a constituição de cafés temáticos, o hábito de utilizar a bicicleta nos centros urbanos é ponto de partida para os mais diferentes insights atualmente.

Vulkp Café POA by Vic CampelloEsse objeto, hoje, não só promove a mobilidade individual  cool – que subentende eficiência, menor dano ao meio ambiente e geração de novas relações sociais – mas, também tem servido de mecanismo de agregação intersubjetiva, potencializando a geração de ideias de produtos, serviços e experiência inovadoras. O resultado disso é amplo. Ou seja, podemos já considerar que a cultura da bicicleta está modificando os costumes de muitos indivíduos, tanto daqueles que são reconhecidamente promotores dessa cultura, como daqueles que se relacionam a essa cultura por tabela. 

 Iremos explorar especificamente esse tópico na categoria Bubble Up nesse momento, apresentando imagens, entrevistas e vídeos que mostram como a cultura da bicicleta está interferindo na geração de novas formas de consumo, seja de produtos, serviços, ou, experiências. Ao mesmo tempo, iremos desdobrar essas informações na forma de perfis de consumo na categoria Perfis Criativos, interrelacionando características que servem como veículo de agregação na atualidade, sejam de estilo, hábitos cotidianos, ou, imaginário.Ciclista urbano street art