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Macro visões

A vontade de transformar a realidade cotidiana é o mote dessa categoria, que colhe material sobre essa perspectiva ao analisar insights gerados por meio da utilização de várias expressões: arte, moda, música, tecnologias, literatura, cinema…

Dentro da lógica de tendências socioculturais, um conceito deixa de ser tendência quando ele é assimilado pelas práticas que se desdobram no cotidiano social. Isso vai desde hábitos simples de cada um, até complexos processos de extração, produção, distribuição, etc. Devido a isso é que  podemos considerar a sustentabilidade ainda como uma tendência.

A Inglaterra é o país dos carros com volantes do lado direito e sentido das ruas invertido em relação ao nosso. Mas apesar de algum estranhamento inicial, andar pelas ruas de quatro cidades inglesas se revelou mais fácil do que geralmente é no Brasil. Pedestres, ciclistas, carros particulares, táxis e transporte público convivem bem em cenários urbanos diversos. O que podemos aprender com isso?

Richard Florida, pesquisador da Indústria e Economia Criativa, é contundente: a criatividade, na atualidade, é o espírito fundamental que permeia a cultura. Segundo ele, estamos assumindo um compromisso com a criatividade de modo amplo, alinhando disciplinas e perspectivas de maneira a desenvolver relações entre economia, consumo e criatividade.

A criatividade, hoje em dia, parece estar migrando de áreas como, por exemplo, arte, para se articular a campos com uma visão mais tradicional, caso da gestão. Florida irá considerar esse fator em seus estudos, argumentando sobre como essas novas articulações estão impactando em transformações na sociedade contemporânea. 

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Exposição de produtos da Indústria Criativa argnetina (MICA, 2013) Oficina de criação artesanal (MICA, 2013)


No cotidiano observamos isso de várias maneiras. Como exemplo, podemos considerar a atual valorização da geração Makers – empreendedores, geralmente jovens, que estão fazendo seus negócios criativos acontecerem, atuando, principalmente, em áreas como moda, design, música, fotografia e vídeo. Outro bom exemplo de transformações, decorridas em função do estabelecimento desse éthos criativo, é uma postura mais flexível com relação ao erro.  Claro, sabe-se que errar é algo comum aos indivíduos. Mas, digamos que hoje, além do termo ter perdido boa parte de sua carga negativa, também  assumimos um posicionamento de aceitação – e assimilação – do erro como mecanismo de aprendizagem organizacional. E isso está indo além do aspecto produção de bens relacionados a Indústria/Economia Criativa, para impactar, também, na gestão de marcas e na dimensão de posicionamento das mesmas.

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Esses, e outros fatores, são a base do bate papo que irá ocorrer hoje a noite no Instituto Ling, em Porto Alegre, a partir das 20:00 hs. A ideia do evento é falar, de modo descontraído, sobre como o erro e éthos criativo estão interligados. Para participar é fácil: basta se inscrever no endereço abaixo e marcar presença a noite!

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