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Foi-se o tempo em que reutilizar materiais não era bem visto. Hoje, muitos consumidores se preocupam com o será feito do descarte, aceitando muito bem objetos produzidos com o que consideramos lixo urbano.

É fato: há uma emergente preocupação com o destino do lixo produzido, tanto pelas marcas, como pelos consumidores. Essa preocupação acabou por materializar um novo parâmetro estético, baseado na reutilização de materiais presentes no cotidiano urbano. Essa estética da reutilização não é mais conversa de eco chato - como diriam alguns. É um novo paradigma de produção de objetos, que acaba por responder uma pertinente pergunta atual: o que fazer com o lixo que geramos? 

Vários designers e marcas estão oferecendo suas respostas para esse questionamento, baseadas em alternativas autoriais que aliam olhar apurado para o material descartado, ao desenvolvimento de técnicas que bebem dos princípios do luxo e da sustentabilidade. Porto Alegre, por exemplo, possui um setor produtivo desse gênero em franca ascensão. 

oferenda
Vuelo Bolsa Seiva
Oferenda Objetos: a marca, de autoria da designer Nicole Tomazi Verdi, produz muitos objetos a partir da reutilização de resíduos têxteis.

A marca local Vuelo utiliza borracha de pneus e tecido de guarda chuvas descartados para produzir bolsas e mochilas.

Claro, em nível nacional existem importantes expoentes dessa estética. É o caso dos designers Rogério Lima e Mana Bernardes. Lima trabalha com materiais como saco de cimento e carpete, utilizando essas matérias primas para produzir bolsas com apelo contemporâneo e aparência luxuosa. Já Mana Bernardes produz jóias em ouro, pérola, garrafa PET, grampos de cabelo, resíduos de computador... 

 
sereia 01 bolsa saco de cimento rogerio lima
Jóias de autoria de Mana Bernardes: nova utilização - e significado - para a garrafa PET.

Bolsa do designer Rogério Lima: saco de cimento como base para a criação de itens que misturam couro, tecido e metais.

São exemplos realmente interessantes do que pode ser gerado quando deixamos o pré conceito de lado e olhamos para o nosso descarte de maneira criativa.