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Conhecida por alguns como Cyber Etnografia, a Netnografia vem angariando adeptos na atualidade. 

Chamada por alguns – caso da antropóloga argentina Rosalía Winocour – de Cyber Etnografia, a Netnografia vem angariando muitos adeptos. O motivo maior, obviamente, está relacionado a grande quantidade de atividades que desenvolvemos, hoje, em ambientes  on line. Buscas, pesquisas, compras, compartilhamentos, postagens,… todas essas atividades se desenrolam em sites, blogs e redes sociais, e independem, atualmente, da faixa etária das pessoas. Claro: a própria Antropologia acabou por abrir-se para as possibilidades desses universos invisíveis, o que permitiu o desenvolvimento da Netnografia como uma valiosa ferramenta de coleta e registro de dados e informações. Mas, alguns aspectos parecem ser importantes, já que partimos do princípio que o campo, onde a prática investigativa se dará, é virtual. Esse fato acaba interferindo intimamente na relação investigador x objeto de estudo. Ou seja, o indivíduo – ou indivíduos – que controem esse universo intangível, por meio das mais diversas relações, estão atuando nesse mundo em  potência, ainda não  concreto (sem entrar, nesse momento, em maiores discussões sobre isso!).

Exposição Virou Viral CCBB RJ 2013 Exposição Virou Viral CCBB RJ 2013 2
Nuvem de dados - obra que fazia parte da exposição Virou Viral, no Centro de Cultura Banco do Brasil do Rio de Janeiro, em 2013. Outra vista da Nuvem de dados -  exposição Virou Viral, Centro de Cultura Banco do Brasil do Rio de Janeiro, em 2013.

 

Para muitos, então, realizar uma investigação netnográfica tem a ver com fazer uma varredura no ambiente  on line, em busca de informações disponíveis em gráficos, números e estatísticas proporcionados pelos próprios ambientes de maior interação entre indivíduos - caso do Facebook, por exemplo. Isso ajuda, claro. Mas, o fato é que uma das perspectivas da Netnografia é de ir além, acessando as camadas de sentido que as pessoas constroem em torno das carcterísticas que formam o dado identificado/coletado. Portanto, ir além das superfícies reducionistas das coisas em si, algo muito caro à prática Etnográfica. A ideia é ter um método que desvende aspectos subjetivos, como motivições e desejos, por exemplo. Seguindo esse raciocínio, a Netnografia ajuda a descobrir o  porquê, que por sua vez, irá ajudar a chegar até  o quê.

Complicado? Nem tanto… De qualquer modo, ainda vamos falar muito sobre isso por aqui.